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2025/06/09

O esquecido gigante: por que o Santos FC ficou fora do novo Mundial de Clubes da FIFA

 Com uma história que inclui títulos mundiais, feitos históricos e o maior jogador de todos os tempos, o Santos FC vive hoje uma crise sem precedentes. Sua ausência no novo Mundial de Clubes revela mais do que critérios técnicos: expõe a desconexão entre passado glorioso e presente instável.




Pele e Léo, grandes estrela do Santos


Por Rodolfo Varela

 Santista de Coração


O Santos Futebol Clube é um dos poucos clubes no mundo que podem dizer, com orgulho, que pararam uma guerra. Literalmente. Em 1969, durante a Guerra de Biafra, na Nigéria, o governo local decretou um cessar-fogo temporário para que civis e soldados pudessem assistir a uma partida do time santista — então em excursão internacional com Pelé e companhia. O feito, que parece roteiro de cinema, é apenas um dos muitos episódios épicos da história alvinegra.


O Santos de Pelé, e o Pelé do Santos


Mesmo assim, o Santos está fora do novo formato do Mundial de Clubes da FIFA, que será realizado em 2025 nos Estados Unidos. A lista inclui clubes sem títulos mundiais, enquanto o Peixe, primeiro clube brasileiro a conquistar o mundo (1962 e 1963), sequer foi cogitado.


Reconhecido pela própria FIFA


A FIFA reconhece oficialmente o Santos como bicampeão mundial ao vencer o Benfica (1962) e o Milan (1963) nas antigas Copas Intercontinentais — embriões do atual Mundial. Na época, o Peixe dominava todos os gramados com Pelé, Coutinho, Pepe, Gilmar e Zito.


Foi também em 1962 que o Santos realizou uma façanha quase inalcançável: venceu o Campeonato Paulista, a Taça Brasil, a Copa Libertadores e a Copa Intercontinental. Ou seja: foi campeão estadual, nacional, continental e mundial no mesmo ano. É o tipo de feito que deveria garantir lugar cativo em qualquer Mundial, seja qual for o formato.


Expulsar Pelé? Nem pensar.


Outro episódio que mostra a magnitude do Santos ocorreu em 1968, quando um juiz colombiano, Guillermo Velásquez, ousou expulsar Pelé em um amistoso contra o Millionarios. A torcida invadiu o campo em protesto e, diante da comoção, o árbitro foi substituído por um outro… e Pelé voltou ao jogo. Esse tipo de reverência não se compra — se conquista.


O jogo em que Pelé foi expulso, mas voltou após apelos da torcida e substituição do juiz 



A força internacional do Santos


Poucos clubes brasileiros têm a história internacional que o Santos construiu. O clube foi o primeiro a marcar 10 mil gols e ajudou a popularizar o futebol brasileiro em países que sequer sabiam o que era a Seleção Canarinho. O Santos era, para muitos, o Brasil no exterior.


Time dos Sonhos do Santos


Mesmo após a era Pelé, o clube revelou novos craques e conquistou títulos importantes, como o Campeonato Brasileiro de 2002 com Diego e Robinho, e a Copa Libertadores de 2011, com Neymar, Ganso e Elano.


Por que ficou de fora?


A resposta é dura, mas objetiva: critérios recentes de desempenho esportivo. O novo Mundial da FIFA baseia-se nos resultados da Copa Libertadores dos últimos anos. Como o Santos não chegou às fases finais, ficou fora. Ponto.



O Santos não participa da primeira edição do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA


Mas isso não explica tudo. Clubes que nunca foram campeões mundiais foram incluídos por outros critérios — como marketing, representatividade e visibilidade. E é aí que entra a grande decepção.


Crise fora de campo


O Santos vive hoje uma realidade oposta ao seu passado. Após anos de má gestão, escândalos administrativos e decisões técnicas controversas, o clube foi rebaixado pela primeira vez em 2023. O elenco atual carece de qualidade, e o comando técnico tem sido criticado por falta de experiência e resultados.



Os Meninos da Vila Robinho e Neymar



Além disso, o clube sofre com um marketing frágil e uma presença institucional quase nula no cenário internacional. Enquanto Barcelona, Real Madrid e até clubes sul-americanos apostam forte na promoção global de suas marcas, o Santos parece não saber usar o próprio nome que um dia parou guerras.


Reflexão de um torcedor


Como publicitário e santista, escrevo este artigo com o coração apertado. Cresci ouvindo sobre as façanhas do Santos, vibrando com os gols de Neymar, sonhando com o tempo de Pelé. Ver o clube esquecido num evento global da FIFA é doloroso — mas, talvez, necessário. Que seja um alerta.


Porque o mundo não esqueceu o Santos. Mas se o próprio Santos esquecer quem ele é, não haverá Mundial que resolva.

Fontes e referências:

  • Santos FC – História oficial

  • FIFA – Club World Champions Archive

  • Wikipedia – História do Santos FC

2025/06/06

Crimen, política y fronteras: el caso Ojeda y el aprovechamiento de la derecha chilena

 

Por Rodolfo Varela


Mientras la Fiscalía Nacional reconoce “antecedentes serios” que vinculan al régimen de dictadura de Nicolás Maduro con el asesinato del exmilitar y disidente venezolano Ronald Ojeda, sectores de la derecha chilena han encontrado en este crimen una herramienta para reforzar sus discursos de mano dura, endurecer políticas migratorias y poner en jaque al gobierno de Gabriel Boric. 


El presidente de Chile, Gabriel Boric, y el exmilitar Ronald Ojeda

La tragedia de Ojeda se ha transformado no solo en un caso policial de alto impacto internacional, sino también en un campo de disputa ideológica.


Un crimen con implicancias internacionales


Ronald Ojeda fue secuestrado en la madrugada del 21 de febrero de 2024 por un grupo de sujetos que simularon ser agentes policiales. Días después, su cuerpo apareció sepultado bajo cemento en una toma de Maipú, dentro de una maleta. El crimen, inicialmente atribuido a bandas del crimen organizado como el Tren de Aragua, ha tomado un nuevo rumbo desde que el fiscal nacional, Ángel Valencia, reconociera públicamente que hay pruebas que apuntan a la participación de agentes del Estado venezolano, posiblemente por motivos políticos.


Ángel Valencia, fiscal nacional de Chile


El Ministerio Público chileno ha mencionado incluso el nombre de Diosdado Cabello como posible responsable de haber dado la orden de asesinar a Ojeda, quien vivía en Chile como refugiado político tras escapar de la dictadura chavista.


Migración y seguridad: el nuevo campo de batalla


En este complejo escenario, la derecha chilena ha utilizado el caso Ojeda para impulsar un endurecimiento radical de las políticas migratorias y de seguridad. Actores como el Partido Republicano, liderado por José Antonio Kast, y otros sectores conservadores no tardaron en convertir el crimen en prueba irrefutable de que el país necesita “recuperar el control de sus fronteras” y aplicar una “mano dura sin complejos”.


A través de entrevistas, discursos parlamentarios y redes sociales, se ha instalado la idea de que el asesinato de Ojeda es consecuencia directa de una política migratoria “permisiva” y de una supuesta debilidad del gobierno de Boric frente a regímenes autoritarios como el venezolano.


Este relato, impulsado con fuerza mediática, omite deliberadamente los principios del derecho internacional que amparan el refugio político y simplifica la situación migratoria en Chile, criminalizando a miles de venezolanos y migrantes que no tienen ningún vínculo con organizaciones delictuales.


La narrativa del miedo como herramienta de campaña


Desde el asesinato de Ronald Ojeda, una parte significativa del discurso público ha sido colonizada por una lógica binaria: seguridad versus derechos humanos, orden versus permisividad, “ellos” contra “nosotros”. No es casual. La derecha chilena, especialmente sus sectores más radicales, ha encontrado en este crimen una oportunidad para consolidar una narrativa que viene construyendo desde hace años: la del miedo como motor político.


El caso de Ojeda no se analiza en su complejidad ni se discute con responsabilidad. Se simplifica, se reduce a frases hechas y se explota emocionalmente para instalar un clima de urgencia, de amenaza inminente. Se habla de terrorismo extranjero, de “invasión migrante”, de un Estado que “ya no controla nada”, sin entregar pruebas suficientes ni espacio para matices. Esta narrativa no busca comprender, sino convencer. No pretende esclarecer los hechos, sino capitalizar el horror.


En este relato, el gobierno actual no es solo incompetente: es cómplice. El refugio político otorgado a Ojeda —un derecho internacionalmente reconocido— se transforma, en boca de sus críticos, en una prueba de ingenuidad o, peor aún, de connivencia con dictaduras. Poco importa que el propio Estado chileno haya protegido a miles de perseguidos durante la dictadura militar. Lo que importa ahora es el rédito electoral, el golpe mediático, la frase viral.


 El exteniente venezolano Ronald Ojeda,

La derecha no propone soluciones reales al crimen organizado transnacional. Lo que propone es más control, más muros, más expulsiones. Pero, al hacerlo, instala un peligroso precedente: que cualquier migrante puede ser potencialmente criminal. Que el extranjero pobre, el refugiado político, el solicitante de asilo, es un riesgo. No una persona, no una historia: un “problema de seguridad”.


Así, el caso Ojeda deja de ser un crimen que exige justicia internacional, y pasa a ser un arma electoral. Y el miedo —siempre efectivo, siempre contagioso— se vuelve un instrumento de campaña. Pero gobernar desde el miedo es gobernar contra la democracia.


La narrativa del miedo como herramienta de campaña


Por Rodolfo Varela


Desde el asesinato del exteniente venezolano Ronald Ojeda en Chile, hemos sido testigos de cómo un crimen brutal puede convertirse, rápidamente, en capital político. Más allá de las legítimas preocupaciones por la seguridad y el crimen organizado, lo que ha venido ocurriendo en el debate público no es solo un intento de exigir justicia. Es, ante todo, la instalación de una narrativa donde el miedo es la principal herramienta de campaña.

Sectores de la derecha, encabezados por figuras como José Antonio Kast y el Partido Republicano, han utilizado el caso Ojeda para apuntalar un discurso que lleva años en construcción: el del extranjero como amenaza, el migrante como chivo expiatorio y el gobierno progresista como cómplice de todo lo que “pone en riesgo” a Chile.

Este relato simplifica. Omite hechos. El refugio político que recibió Ojeda, como otros cientos de perseguidos venezolanos, no fue un gesto irresponsable: fue un acto de coherencia con los principios democráticos. Pero en la lógica del miedo, cualquier apertura es debilidad. Cualquier derecho es sospechoso. Y cualquier migrante puede ser un criminal encubierto.

En lugar de exigir una investigación seria, con cooperación internacional y sin interferencias, se impone el apuro, la consigna, el castigo colectivo. La idea de que “Chile se salió de control” funciona bien en redes sociales. Sirve para justificar medidas extremas, para reclamar militarización, para pedir expulsiones masivas. No importa que muchas de estas propuestas sean ineficaces o incluso ilegales. Lo que importa es agitar el miedo.

Lo más preocupante es que esta estrategia da resultados. El miedo es contagioso, y en tiempos de incertidumbre, se vuelve una herramienta poderosa. Pero gobernar desde el miedo es gobernar contra la democracia. Cuando el miedo dicta la política, los derechos se vuelven negociables. Y eso debería preocuparnos a todos.

Como ciudadano, me alarma que la tragedia de Ojeda esté siendo usada para fines electorales. Como comunicador, me indigna que se manipule el dolor para reforzar prejuicios. Y como persona comprometida con la democracia, me preocupa que se normalice una política basada en la exclusión, el castigo y la sospecha permanente.

El crimen de Ronald Ojeda exige justicia. Pero la justicia no se construye desde la venganza ni desde el oportunismo político. Se construye con verdad, con responsabilidad y con respeto a los principios que nos distinguen de aquellos que asesinan y persiguen. Si perdemos eso, entonces el miedo ya ganó.

2025/06/05

Un proyecto que divide a Chile (y a América Latina)

 Por: Rodolfo Varela 


Santiago de Chile – En el último discurso anual de su mandato, el presidente Gabriel Boric sorprendió al país al presentar un proyecto de ley para despenalizar el aborto hasta las 14 semanas de gestación. 



Desde el Congreso en Valparaíso, Gabriel Boric lanzó su carta final: un proyecto para despenalizar el aborto que promete dejar huella en su mandato.


El anuncio, recibido con vítores por parlamentarias que alzaban pañuelos verdes y morados, desató de inmediato una tormenta política en el Congreso chileno y reavivó un debate regional sobre los derechos reproductivos en América Latina.


"Generaciones de mujeres han vivido y luchado por esto", afirmó Boric ante una cámara dividida, en la que legisladores conservadores respondieron con abucheos, gritos de "¡No al aborto!" y hasta abandonaron la sala. La propuesta, que llega tras una serie de promesas progresistas no cumplidas —incluyendo una nueva constitución—, podría definir el legado del mandatario izquierdista. Pero enfrenta una batalla cuesta arriba.

Una promesa al final del mandato


Desde que asumió el poder en 2022, Boric ha intentado posicionarse como un líder progresista en la región. Sin embargo, varias de sus principales propuestas han fracasado o quedado truncas. La nueva constitución —que habría ampliado derechos sociales y de género— fue rechazada en un referéndum. Una ambiciosa reforma tributaria también naufragó en el Congreso.


Ahora, a pocos meses de las elecciones presidenciales y legislativas, Boric apuesta por un tema que moviliza tanto a sectores feministas como a sus detractores: el aborto. De aprobarse, la nueva ley pondría a Chile a la par de países como Argentina, México y Colombia, que en los últimos años han avanzado hacia una mayor liberalización del aborto.


Una región dividida


Mientras que algunos países latinoamericanos han ampliado los derechos reproductivos, otros avanzan en dirección contraria. En Argentina, el presidente ultraliberal Javier Milei ha recortado fondos para anticonceptivos y fustiga el aborto como una "atrocidad". En El Salvador, la prohibición total del aborto sigue vigente. El panorama es dispar y profundamente polarizado.


"Lo que sucede en Chile puede influir en otros países y viceversa", explica Constanza Schonhaut, abogada y directora ejecutiva de la organización Corporación Humanas. “Las redes de apoyo y oposición al aborto operan ya a escala regional y digital”.


Obstáculos legislativos y una opinión pública dividida


Una reciente encuesta del Centro de Estudios Públicos muestra que solo el 25% de los chilenos apoya el nuevo proyecto de ley, mientras que un 55% prefiere mantener la legislación actual, que solo permite el aborto en tres causales (violación, riesgo vital y malformación letal del feto). El 19% restante aboga por su total prohibición.


En el Congreso, donde los bloques de derecha y centro dominan, la ministra de la Mujer, Antonia Orellana, reconoce que “el escenario es complejo”, pero recuerda que la ley actual de aborto por tres causales también enfrentó fuerte resistencia antes de ser aprobada en 2017.


Salud pública y derechos humanos


Según la Organización Mundial de la Salud, tres de cada cuatro abortos en América Latina siguen siendo inseguros. A pesar de las leyes vigentes, muchas mujeres en Chile acuden a métodos clandestinos, especialmente aquellas sin acceso a clínicas privadas o asesoría legal.


“Más allá del debate moral o ideológico, esto es una cuestión de salud pública”, dice Elisa Walker, abogada chilena y experta en políticas públicas. “Negar este derecho no detiene los abortos, solo los vuelve más peligrosos”.


Proyecciones políticas: entre retrocesos y avances


El futuro del proyecto de ley está estrechamente ligado al resultado de las elecciones de noviembre. Candidatos como el ultraderechista Johannes Kaiser o la conservadora Evelyn Matthei lideran las encuestas, lo que hace prever una legislatura poco favorable a este tipo de reformas. No obstante, el debate ha vuelto a instalarse con fuerza y promete ser uno de los temas más sensibles de la campaña.


“El aborto siempre ha sido difícil de debatir”, concluye Walker. “Pero es un debate necesario. No hay un momento perfecto para hacerlo, solo la voluntad política de enfrentarlo”.


¿legado frustrado o inicio de un cambio?


Lo que está en juego no es solo una ley, sino una visión de país. Para Boric, esta puede ser la última oportunidad de concretar un legado progresista. Para las mujeres chilenas, podría ser un paso histórico hacia la autonomía corporal. Y para América Latina, una nueva señal en una disputa que trasciende fronteras.

2025/06/04

Chile Moves Toward a More Humane and Safe Adoption System

 Por: Rodolfo Varela


The Urgency of Not Repeating the Mistakes of the Past


In a landmark legislative session, Chile's Senate approved a comprehensive reform of the adoption system, sending the bill to its third constitutional stage in the Chamber of Deputies.


The Senate approved the comprehensive reform of Chile's adoption system for its third reading.


The initiative aims to modernize, streamline, and humanize the adoption process in the country, ensuring that the fundamental rights of vulnerable children and adolescents are protected.


The reform proposes key changes: reducing the current multi-stage judicial process—which can take years—and establishing a maximum 12-month period to determine whether a child can return to their biological family or be declared eligible for adoption. It also strengthens the subsidiary principle in cases of international adoption and guarantees children the right to access their identity and biological origins.


Painful Mistakes From the Past


This legislative progress cannot be fully understood without looking back. The failures of Chile’s adoption system are neither recent nor coincidental. Many originated during the military dictatorship (1973–1990), when state institutions were used to enable irregular, forced, or outright illegal adoptions, often with the complicity of the Armed Forces, the Judiciary, religious institutions, and human rights bodies corrupted during that era.


During this dark chapter, thousands of children—particularly from vulnerable families—were taken from their parents without consent or due process. These adoptions, often framed as “rescues” or “protective interventions,” were carried out through a network supported by silence, denial, or institutional endorsement.


Even today, the scars remain. Families continue to search for children who were taken from them, victims of a system that stripped them of their identity and right to live as a family.


A Reform With Principles—but Pending Challenges


The new legislation introduces core principles such as the best interests of the child, the right to be heard, and the preservation of cultural, ethnic, and religious identity. It also acknowledges the right of adopted individuals to access their biological history and family information.



At this point, the wording prepared by the Constitutional Committee was approved.


Additionally, it grants foster families the possibility to adopt, recognizing the emotional bonds formed during protective care.


However, senators emphasized that the reform's success will rely on sufficient funding, professional training, and effective coordination among the judicial system, the Ministry of Social Development, and collaborating institutions.


An Opportunity to Repair—and Remember


During the Senate debate, proposals to prioritize heterosexual married couples as adoptive parents were rejected, reaffirming that the most important factor in adoption is parental suitability, not sexual orientation. The new approach puts children at the center—rather than traditional or ideological structures.


Yet this reform should also be seen as a chance to repair past harm, not just avoid future mistakes. Chile needs truth and justice for the victims of illegal adoptions during the dictatorship. Legal reform is one part of the solution; memory and recognition are the other.


Chile stands at a historic crossroads. This reform could mark a turning point—but its real impact will depend on its implementation. Because this is not just about writing new laws, but about building a new ethical foundation—one in which children are never again treated as files, statistics, or forgotten lives. Every child deserves to grow up in a home where they are loved, protected, and respected.

Chile Avanza Hacia Una Adopción Más Humana Y Segura

 Por: Rodolfo Varela


Urgencia de no Repetir Errores del Pasado


En una jornada que marca un hito legislativo, el Senado chileno aprobó la reforma integral al sistema de adopción, despachando el proyecto a su tercer trámite constitucional en la Cámara de Diputadas y Diputados. 


Senado despachó a tercer trámite la reforma integral al sistema de adopción en Chile



Con esta iniciativa se busca modernizar, agilizar y humanizar los procesos de adopción en el país, asegurando que se respeten los derechos fundamentales de niños, niñas y adolescentes vulnerados.


La reforma propone cambios esenciales: reducir la actual tramitación judicial —hoy dividida en tres etapas que pueden durar años— y establecer un plazo máximo de 12 meses para determinar si un menor puede retornar con su familia de origen o ser declarado susceptible de adopción. También se fortalece el principio de subsidiariedad respecto a la adopción internacional y se garantiza el derecho de los menores a conocer su historia, identidad y orígenes biológicos.

Errores del Pasado que aún Duelen


Este avance legislativo no puede entenderse sin mirar hacia atrás. Las fallas del sistema de adopción en Chile no son recientes ni accidentales. Muchas de ellas comenzaron durante la dictadura militar (1973-1990), cuando el aparato del Estado fue instrumentalizado para permitir adopciones irregulares, forzadas o directamente ilegales, en complicidad con sectores de las Fuerzas Armadas, el Poder Judicial, instituciones religiosas y organismos supuestamente encargados de proteger los derechos humanos.

Durante ese periodo oscuro, miles de niños y niñas —especialmente de sectores vulnerables— fueron separados de sus familias sin consentimiento ni debido proceso, en el marco de una estructura institucional profundamente corrompida. Estas adopciones, muchas veces disfrazadas de “rescate” o “protección”, fueron posibles gracias a una red que operó con el silencio o la aprobación de quienes debían garantizar justicia.


Hoy, esa herida sigue abierta. Existen familias que todavía buscan a sus hijos e hijas, víctimas de una maquinaria institucional que despojó a niños de su identidad, y a sus familias, de su derecho más básico: el de vivir juntos.


Reforma con Principios, pero con Tareas Pendientes


La legislación aprobada incorpora principios como el interés superior del niño, su derecho a ser oído y a mantener vínculos significativos, y garantiza que la identidad cultural, religiosa o étnica del menor sea considerada. También se reconoce el derecho de los adoptados a acceder a su historia y antecedentes biológicos.


En este punto, se aprobó la redacción que hizo la Comisión de Constitución.



Además, se avanza en dar a las familias de acogida la posibilidad de adoptar, reconociendo los lazos afectivos creados durante el proceso de protección.

Sin embargo, senadoras y senadores recalcaron que el éxito de esta reforma dependerá de recursos adecuados, formación profesional, y una coordinación efectiva entre el Poder Judicial, el Ministerio de Desarrollo Social y las instituciones colaboradoras.


Una Oportunidad para Reparar y no Olvidar


Durante el debate se rechazaron propuestas que buscaban priorizar matrimonios heterosexuales, reafirmando que lo central en una adopción es la idoneidad parental, no la orientación sexual. El nuevo enfoque pone en el centro a los niños y niñas, no a las estructuras tradicionales o ideológicas.

Pero este avance también debe ser leído como una oportunidad para reparar el daño del pasado, no solo evitar repetirlo. Chile necesita verdad y justicia en los casos de adopciones ilegales durante la sangrienta dictadura militar. La modernización del sistema es una parte del proceso; la otra, es la memoria y el reconocimiento de quienes fueron víctimas.


El país se encuentra ante un momento histórico.


Esta reforma puede marcar un antes y un después, pero su verdadero valor radica en su implementación. Porque no se trata solo de nuevas leyes, sino de una nueva ética institucional: una donde la infancia no sea usada, olvidada ni silenciada, y donde cada niño y niña tenga el derecho real a crecer en un hogar donde sea amado, protegido y respetado.





2025/06/03

Chile no puede olvidar lo que nos trajo hasta aquí

Por: Rodolfo Varela

Gabriel Boric pronunció su último discurso presidencial con apenas un 22% de aprobación, golpeado por el desencanto, la inseguridad y el desgaste político. 


Presidente Boric en su ultima Cuenta Pública en 2025


Pero lo más alarmante no es su debilidad coyuntural, sino el contexto: una sociedad al borde de olvidar su historia, dispuesta a entregar nuevamente el poder a quienes la hundieron en la desigualdad, la corrupción y el autoritarismo.



Hoy la derecha lidera encuestas, gana alcaldías y se perfila como favorita para las elecciones presidenciales de noviembre. Pero el país no puede darse el lujo de olvidar que fue esa misma derecha la que gobernó durante años con desprecio por lo público, con políticas migratorias descontroladas, escándalos de corrupción y un Estado reducido al mínimo.


Piñera, corrupción y migración sin control


El segundo gobierno de Sebastián Piñera dejó más que solo cifras económicas maquilladas: dejó represión, impunidad, una crisis migratoria sin precedentes y una ciudadanía completamente desconectada del poder político. Su administración permitió el ingreso masivo de extranjeros sin control, facilitando la expansión de bandas criminales como el Tren de Aragua.


No hicieron nada por Chile


Mientras tanto, múltiples partidos de derecha —los mismos que hoy levantan discursos de “orden”— han estado involucrados en corrupción, financiamiento ilegal de campañas, tráfico de influencias y colusiones con el sector privado. Pero la memoria del país parece selectiva, y peligrosa.

Boric y una izquierda que intenta, con errores, reconstruir lo destruido

Sí, el gobierno de Boric ha cometido errores, ha perdido iniciativa política y ha decepcionado a parte de su base. Pero sería mezquino ignorar lo logrado: la jornada laboral de 40 horas, el aumento del salario mínimo, la reforma previsional con pilar solidario, y una política internacional con principios éticos claros frente a los crímenes de guerra, vengan de donde vengan.

En una época donde impera el cálculo y la superficialidad, el gobierno ha intentado gobernar con convicciones, y eso —aunque insuficiente— marca una diferencia.

Allende: la memoria que incomoda a los poderosos


En su discurso, Boric no lo dijo, pero el legado de Salvador Allende sigue vivo en el fondo del proyecto político que hoy se defiende con dificultad:".un país más justo, soberano, autenticamente nuestro y democrático, donde el Estado garantice dignidad y no sea esclavo de los mercados, de las élites ni de una prensa que, lejos de informar con responsabilidad, ha servido como brazo comunicacional de los sectores conservadores, distorsionando la verdad y alimentando el miedo."


Hace 55 años Salvador Allende se convertía en presidente de Chile


No es tiempo de amnesia ni de nostalgia por un “orden” basado en el miedo. Es tiempo de recordar lo que Salvador Allende defendió hasta el último día: que “la historia es nuestra, y la hacen los pueblos.”

Porque un pueblo sin memoria está condenado a repetir su historia; y sin memoria, es un pueblo sin futuro.
 

2025/06/02

50 years later, justice arrives: compensation for soldier tortured at Cerro Chena June 2, 2025



June 2, 2025
By: Rodolfo Varela


The Twenty-Second Civil Court of Santiago ordered the Chilean Treasury to pay $40 million in compensation for moral damages to Julio Enrique Alzamora Orellana, a former conscript soldier who was detained and tortured by his fellow soldiers in December 1973, during the military dictatorship.


22nd Civil Court of Santiago


According to the ruling (case number 15.962-2024), Alzamora was first transferred to police units and later to the Army Infantry School in Cerro Chena, in the commune of San Bernardo. There, he was held incommunicado, blindfolded, and subjected to various acts of torture, which caused him persistent psychological damage that continues to the present.

The sentence, handed down by Judge Lorena Cajas Villarroel, rejected the State's arguments regarding statutes of limitations and prior reparation, establishing that the events constitute a crime against humanity, which makes them imprescriptible in both criminal and civil courts.


"Julio Enrique Alzamora Orellana has suffered significant moral damage as a direct consequence of the acts of extreme violence inflicted against him by State agents," the ruling states. "This damage is manifested in persistent symptoms that [...] have become chronic over the years, prolonging the suffering to the present day."


The court emphasized that the amount of compensation is determined based on the particular circumstances of the case and does not follow a standardized table, although it recognizes that case law in similar cases has been considered a reasonable reference.



“ Each case […] is considered individually and autonomously ,” the ruling added. “ While the circumstances may be similar—given the historical context and the patterns of action of state agents—the truth is that each experience has its own characteristics .”

This ruling marks the first case in which the civil courts recognize the State's responsibility for human rights violations committed by agents during the dictatorship. More than half a century after the 1973 coup d'état, the victims continue to seek truth, justice, and reparation.

Posted by Rodolfo Varela

50 años después, llega la justicia: indemnización a soldado torturado en Cerro Chena

02 de junio de 2025
Por : Rodolfo Varela


El Vigesimosegundo Juzgado Civil de Santiago condenó al Fisco de Chile a pagar una indemnización de $40 millones por daño moral a Julio Enrique Alzamora Orellana, exsoldado conscripto que fue detenido y torturado por sus propios compañeros de armas en diciembre de 1973, en plena dictadura militar.


22° Juzgado Civil de Santiago


Según consta en el fallo (causa rol 15.962-2024), Alzamora fue primero trasladado a unidades policiales y posteriormente a la Escuela de Infantería del Ejército en Cerro Chena, en la comuna de San Bernardo. En ese recinto fue incomunicado, vendado y sometido a diversos actos de tortura, los cuales le provocaron un daño psicológico persistente que se ha extendido hasta el presente.

La sentencia, dictada por la magistrada Lorena Cajas Villarroel, rechazó los argumentos del Estado sobre prescripción y reparación previa, al establecer que los hechos constituyen un crimen de lesa humanidad, lo que los hace imprescriptibles tanto en sede penal como civil.


“Julio Enrique Alzamora Orellana ha sufrido un daño moral significativo como consecuencia directa de los actos de violencia extrema ejercidos en su contra por agentes del Estado”, señala el fallo. “Dicho daño se manifiesta en una sintomatología persistente que […] se ha cronificado con el paso de los años, prolongando el sufrimiento hasta la actualidad”.


El tribunal subrayó que el monto de la indemnización se fija con base en los antecedentes particulares del caso y no responde a una tabla estandarizada, aunque reconoce que la jurisprudencia en casos similares ha sido considerada como referencia razonable.



“Cada caso […] es considerado de manera individual y autónoma”, agregó la resolución. “Si bien las circunstancias pueden guardar similitudes –dado el contexto histórico y los patrones de actuación de los agentes estatales–, lo cierto es que cada experiencia reviste características propias”.

Con esta sentencia, se suma un nuevo caso en que la justicia civil reconoce la responsabilidad del Estado en violaciones a los derechos humanos cometidas por agentes durante la dictadura. A más de medio siglo del golpe de Estado de 1973, las víctimas continúan buscando verdad, justicia y reparación.

Chile: Justice Advances in Case of Illegal Adoptions During the Dictatorship in San Fernando

 By: Rodolfo Varela

The Santiago Court of Appeals has indicted former judge Ivonne Gutiérrez Pávez for her role in a network that took children for international adoptions. The request for extradition from Israel marks a milestone in recognizing these actions as crimes against humanity.




A significant legal breakthrough has taken place in the investigation of illegal adoptions that occurred during Chile’s bloody civil-military dictatorship. Judge Alejandro Aguilar Brevis, acting on behalf of the Santiago Court of Appeals, has formally indicted Ivonne Gutiérrez Pávez, a former judge of the San Fernando Juvenile Court, for her alleged involvement in a network that facilitated the irregular removal and transfer of children to foreign families between the 1970s and 1980s.


Judge Alejandro Aguilar Brevis


Gutiérrez Pávez has been charged with criminal conspiracy, child abduction, and intentional judicial misconduct. The investigation found that she authorized the departure of minors from the country through flawed legal procedures, omitting the consent of their biological mothers and falsifying court documents. In some cases, adoptions were processed in as little as two days, with payments of up to $50,000 reportedly made for each child.

One of the most emblematic cases involves a three-year-old girl taken in January 1983, who was recovered days later thanks to the intervention of Carabineros (national police). This case and other evidence allowed the judge to establish the existence of a network involving judicial officials, lawyers, medical personnel, and clergy members.

Judge Aguilar has requested the extradition of the former judge from Israel—where she currently resides—invoking the European Convention on Extradition, which came into effect in Chile on June 1, 2025. The request is based on the classification of these crimes as crimes against humanity, which under international law and Inter-American Court of Human Rights jurisprudence, are not subject to a statute of limitations.

This case adds to three previous rulings that have recognized the non-prescriptive nature of forced adoptions during the dictatorship. A recent investigative report by The Clinic highlighted how these cases are finally gaining traction in the courts after years of invisibility.

The Hijos y Madres del Silencio Foundation, which has supported victims and their families, praised the legal progress. Its president, Marisol Rodríguez, stated: “With what Judge Aguilar has reported, whose rulings are now under review by the Supreme Court, it becomes clear that when there is a will to do justice, it is possible.”

This process sets a new precedent in the judicial recognition of human rights violations affecting children and families, and it strengthens the quest for truth, justice, and reparations for hundreds of victims of illegal adoptions during the brutal military dictatorship.

Victims of Human Rights Violations in Chile Still Await Comprehensive Reparations

Decades have passed since the Chilean state officially acknowledged the human rights violations committed during the military dictatorship. However, for many victims and their families, full reparations remain an unfulfilled promise. The urgent need for a new social pact to address this historical debt becomes more evident each day.

“What we want is not charity—it’s justice. It’s the recognition of everything we lost, of everything that was taken from us,” says Ana María Contreras, who was detained and tortured in 1974 when she was just 22 years old. Now 73, she still awaits specialized medical care, ongoing psychological support, and a pension that would allow her to live with dignity.

The numbers speak for themselves: more than 40,000 victims have been officially recognized by the state, yet many still lack access to adequate reparative measures. Human rights lawyer Carlos Ortega, who represents several families before the Inter-American Commission on Human Rights, argues that “the Chilean state has advanced in recognition, but has failed to implement a comprehensive reparations system that includes mental health services, education for victims’ children, housing support, and true justice.”

Luz en la Memoria, a foundation representing victims and their families, has submitted a report to Congress with concrete proposals. Its president, María José Rivas, stresses the need for a structural public policy: “One-off bonuses or piecemeal laws are not enough. Chile needs a strong legal framework that guarantees reparations and non-repetition measures.”

A critical issue is the lack of access to mental health care. “Many of our fellow survivors live with severe psychological trauma and don’t receive consistent or specialized treatment,” Contreras says. “What hurts the most is the state’s indifference.”

Lawyer Ortega also highlights structural problems: “Benefits have been granted in a partial, conditional, and sometimes humiliating way. There are survivors who have to beg for a medical appointment or a basic pension. That is revictimizing.”

The Ministry of Justice has announced working groups with civil society organizations to evaluate a new reparations policy. But in the meantime, victims are still waiting. “We are dying without having been heard. And that is also a form of violence,” Ana María says, her voice breaking.

Voices Demanding Justice: Testimonies of Chile’s Outstanding Debt

More than 30 years after the return to democracy, the Chilean state still owes a moral and legal debt to thousands of victims of human rights violations committed during the military dictatorship. Although mechanisms for reparation have been implemented, they are often inadequate and unequal. The voices of victims, lawyers, and human rights organizations amplify this critique.

Unforgettable Testimonies

María Soledad Acuña (a pseudonym), detained and tortured in 1975 by DINA agents, recounts:
“I was officially recognized by the Valech Commission, but that didn’t bring justice. I’ve never seen my torturers face consequences. The pension I receive doesn’t cover my psychological treatment.”

A similar story comes from José Rivas, the son of a disappeared detainee:
“I grew up with the image of my father as a shadow. The state recognized me as a victim, but how do you compensate for a childhood filled with silence and fear?”

Criticism from the Legal Field

Human rights lawyer Rodrigo Bustos points out that “the state has prioritized minimal, often conditional administrative reparations. There is no comprehensive approach that includes truth, justice, reparation, and guarantees of non-repetition.”

Organizations Demand State Policy

Macarena Aguilar, from Londres 38, states: “Reparations must stop being dependent on the administration in power. They must become a permanent state policy.”

Ongoing Emblematic Cases

Groups such as the Association of Relatives of Disappeared Detainees (AFDD) continue to call for the reopening of emblematic cases like those of Paine or Colonia Dignidad, where reparations have been mostly symbolic.



Chile: Justicia avanza en caso de adopciones ilegales durante la dictadura en San Fernando

Por: Rodolfo Varela


La Corte de Apelaciones de Santiago procesó a la exjueza Ivonne Gutiérrez Pávez por su rol en una red que sustrajo menores para adopciones internacionales. La solicitud de extradición desde Israel marca un hito en el reconocimiento de estos hechos como crímenes de lesa humanidad.





Un importante avance judicial se concretó en la investigación por adopciones ilegales ocurridas durante la sangrienta dictadura cívico-militar en Chile. El ministro en visita de la Corte de Apelaciones de Santiago, Alejandro Aguilar Brevis, dictó procesamiento contra la exjueza del Juzgado de Menores de San Fernando, Ivonne Gutiérrez Pávez, por su presunta participación en una red que facilitó la sustracción y entrega irregular de niños a familias extranjeras entre las décadas de 1970 y 1980.


Ministro Juez Alejandro Aguilar Brevis




Gutiérrez Pávez fue procesada por asociación ilícita, sustracción de menores y prevaricación dolosa. Según estableció la investigación, autorizó la salida del país de menores mediante procedimientos viciados, omitiendo el consentimiento de sus madres biológicas y falsificando documentos judiciales. En algunos casos, las adopciones fueron tramitadas en tan solo dos días, y se habrían pagado sumas de hasta 50 mil dólares por cada menor.

Uno de los casos más emblemáticos corresponde a una niña de tres años sustraída en enero de 1983, quien fue recuperada días después gracias a la intervención de Carabineros. Este y otros antecedentes permitieron al magistrado configurar una red con participación de funcionarios judiciales, abogados, personal médico y religiosos.

El ministro Aguilar solicitó la extradición de la exjueza desde Israel —país donde actualmente reside— invocando el Convenio Europeo de Extradición, en vigor en Chile desde el 1 de junio de 2025. La solicitud se basa en la calificación de estos delitos como crímenes de lesa humanidad, lo que los hace imprescriptibles según normas internacionales y la jurisprudencia de la Corte Interamericana de Derechos Humanos.

Este caso se suma a otros tres fallos previos que han reconocido la imprescriptibilidad de las adopciones forzadas en dictadura. Así lo documentó un reciente reportaje de The Clinic, que da cuenta de cómo estas causas están empezando a abrirse paso en los tribunales tras años de invisibilización.

La Fundación Hijos y Madres del Silencio, que ha acompañado a las víctimas y sus familias, valoró el avance judicial. Su presidenta, Marisol Rodríguez, destacó que “con lo informado por el ministro Aguilar, cuyas sentencias están siendo consultadas en la Corte Suprema, se verifica que cuando hay voluntad de hacer justicia, se cumple”.

Este proceso representa un nuevo precedente en el reconocimiento judicial de las violaciones a los derechos humanos en el ámbito de la infancia y la familia, y fortalece la búsqueda de verdad, justicia y reparación para cientos de víctimas de adopciones ilegales durante la nefasta dictadura militar.


Víctimas de Violaciones de Derechos Humanos en Chile Siguen Esperando Reparación Integral


Han pasado décadas desde que el Estado chileno reconoció las violaciones a los derechos humanos cometidas durante la dictadura militar. Sin embargo, para muchas víctimas y familiares, la reparación integral sigue siendo una promesa incumplida. La urgencia de un nuevo pacto social que salde esta deuda histórica se hace cada día más evidente.

“Lo que queremos no es caridad, es justicia. Es el reconocimiento de todo lo que perdimos, de todo lo que nos arrebataron”, dice Ana María Contreras, detenida y torturada en 1974 cuando tenía solo 22 años. Hoy, a sus 73, aún espera atención médica especializada, apoyo psicológico permanente y una pensión que le permita vivir con dignidad.

Las cifras son claras: más de 40.000 víctimas han sido reconocidas por el Estado, pero muchas de ellas aún no acceden a medidas adecuadas de reparación. El abogado de derechos humanos Carlos Ortega, quien representa a varias familias ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos, sostiene que “el Estado chileno ha avanzado en el reconocimiento, pero ha fracasado en implementar un sistema de reparación integral, que incluya salud mental, educación para hijos de víctimas, apoyo habitacional y justicia real”.

Luz en la Memoria, una fundación que agrupa a víctimas y familiares, ha entregado un informe al Congreso con propuestas concretas. Su presidenta, María José Rivas, apunta a la urgencia de una política pública estructural: “No basta con bonos esporádicos o leyes fragmentadas. Chile necesita un marco legal robusto que garantice reparación y garantías de no repetición”.

Uno de los puntos críticos es la falta de acceso a atención en salud mental. “Muchos de nuestros compañeros viven con secuelas psicológicas severas y no tienen atención permanente ni especializada”, denuncia Contreras. “Lo que más duele es la indiferencia del Estado”.

Para el abogado Ortega, el problema también es estructural. “Se han entregado beneficios de forma parcial, condicionada, y a veces humillante. Hay sobrevivientes que deben mendigar una consulta médica o una pensión básica. Eso es revictimizante”, afirma.

El Ministerio de Justicia ha anunciado mesas de trabajo con organizaciones de la sociedad civil para evaluar una nueva política de reparación. Pero mientras tanto, las víctimas siguen esperando. “Nos estamos muriendo sin haber sido escuchados. Y eso también es una forma de violencia”, dice Ana María con la voz quebrada.

Voces que exigen justicia: testimonios de la deuda pendiente del Estado chileno


A más de 30 años del retorno a la democracia, el Estado chileno continúa en deuda con miles de víctimas de violaciones de derechos humanos ocurridas durante la dictadura militar. Si bien se han implementado mecanismos de reparación, estos resultan insuficientes y desiguales. La voz de las víctimas, abogados y organizaciones de derechos humanos refuerza esta crítica.

Testimonios que no se olvidan

María Soledad Acuña (nombre ficticio), detenida y torturada en 1975 por agentes de la DINA, relata:
"Fui reconocida por la Comisión Valech, pero eso no me trajo justicia. Nunca he visto a mis torturadores pagar. La pensión que recibo no alcanza para mi tratamiento psicológico."

Similar es el caso de José Rivas, hijo de un detenido desaparecido:
"Crecí con la imagen de mi padre como una sombra. El Estado me reconoció como víctima, pero ¿cómo se repara una infancia llena de silencios y miedo?"

Críticas desde el mundo jurídico

El abogado de derechos humanos Rodrigo Bustos enfatiza que "el Estado ha privilegiado una reparación administrativa mínima y muchas veces condicionada. No hay un enfoque integral que incluya verdad, justicia, reparación y garantías de no repetición."

Organizaciones exigen una política de Estado

Desde Londres 38, Macarena Aguilar señala: "Las reparaciones deben dejar de ser medidas de gobiernos y transformarse en una política de Estado. No puede depender de la voluntad política del turno."

Casos emblemáticos aún abiertos

Organizaciones como la Agrupación de Familiares de Detenidos Desaparecidos (AFDD) insisten en la necesidad de reabrir casos emblemáticos como el de Paine o Colonia Dignidad, donde la reparación ha sido prácticamente simbólica.

Desgaste democrático en América Latina: señales de alarma en medio de la crisis

 Por [Rodolfo Varela]

En varios países de América Latina, decisiones adoptadas por gobiernos democráticamente electos están encendiendo señales de alerta sobre el estado de salud de la institucionalidad republicana. 


Solo el Pueblo!!

Medidas de excepción, intentos de control sobre la información, concentración del poder, violencia social y debilitamiento del Estado de derecho marcan un patrón preocupante. Analistas y observadores internacionales interpretan este fenómeno como síntomas de un desgaste progresivo de la democracia en la región.


Perú: la democracia bajo tensión



En Perú, la fragilidad institucional es evidente. En abril de 2022, el entonces presidente Pedro Castillo —que solo llevaba ocho meses en el cargo— decretó un toque de queda en Lima y el Callao ante protestas sociales por el aumento del precio del combustible. La medida, percibida como autoritaria, fue duramente criticada por diversos sectores. Aunque Castillo ya no está en el poder, su fugaz gobierno dejó un país aún más polarizado y con escasa confianza en sus instituciones.


La politóloga peruana Paula Muñoz, de la Universidad del Pacífico, señaló en entrevista con BBC News Brasil que “existe cierta insatisfacción con la democracia y sus insuficientes resultados”, especialmente tras el fin del auge económico regional. “El descontento de la población de nuestra región es visible en este período de vacas flacas”, sostuvo.


Chile: violencia urbana y crisis de seguridad



En Chile, las alarmas no provienen tanto del gobierno central, sino del crecimiento sostenido de la delincuencia y  violencia urbana, el crimen organizado y la sensación de inseguridad. El país, históricamente percibido como uno de los más estables de la región, vive un deterioro en la seguridad ciudadana, con delitos más violentos, presencia de bandas internacionales y conflictos no resueltos en zonas como La Araucanía.


Si bien las instituciones funcionan formalmente, sectores de la población cuestionan la eficacia del Estado para garantizar orden, justicia y protección. Esto ha generado un debate sobre el equilibrio entre seguridad y derechos humanos, en medio de una crisis de confianza que también afecta al proceso constitucional, tras dos intentos fallidos de reforma profunda.


El Salvador: entre la seguridad y las libertades



El caso de El Salvador ha captado la atención internacional. En 2022, ante un aumento de homicidios, el presidente Nayib Bukele impulsó un régimen de excepción que permitió arrestos masivos y limitó derechos fundamentales. Aunque ha sido respaldado por buena parte de la población, los organismos de derechos humanos han advertido sobre abusos sistemáticos y debilitamiento del poder judicial.


El secretario de Estado de EE.UU., Antony Blinken, expresó su preocupación por la situación, remarcando la necesidad de respetar la libertad de expresión y las garantías individuales.


Además, en 2021, la Corte Constitucional —cuyos magistrados fueron reemplazados por la Asamblea oficialista— falló a favor de la reelección presidencial inmediata, a pesar de que la Constitución salvadoreña lo prohibía. Este precedente es una muestra clara de cómo órganos judiciales pueden actuar en contra del espíritu de las cartas magnas, generando un retroceso democrático.


Brasil: miedo y tensiones entre la Justicia y la ciudadanía


Brasil vive una situación particular. Mientras las instituciones democráticas se mantienen, sectores de la sociedad civil expresan temor hacia el Poder Judicial, especialmente la Corte Suprema y el Tribunal Superior Electoral. Las tensiones aumentaron tras los juicios y condenas contra figuras vinculadas al bolsonarismo, y se agudizaron luego del intento de golpe del 8 de enero de 2023.

Aunque muchos celebran la actuación firme del Supremo Tribunal Federal (STF) contra actos antidemocráticos, otros denuncian lo que consideran activismo judicial y censura. La delgada línea entre la defensa del orden constitucional y el exceso de poder por parte del Poder Judicial ha generado un debate profundo sobre los límites del control institucional y la necesidad de que todos los poderes actúen dentro del marco legal y con rendición de cuentas.

Argentina: tentaciones de control



En Argentina, si bien las instituciones formales se mantienen en pie, existen preocupaciones por posibles restricciones al debate público. En 2022, Gustavo Béliz, entonces secretario de Asuntos Estratégicos de la Presidencia, propuso la regulación del uso de redes sociales para “preservar la convivencia democrática”.


La idea, que no prosperó legislativamente, fue interpretada por algunos sectores como un intento de limitar la libertad de expresión bajo el argumento de combatir la desinformación. En un contexto de creciente polarización política y crisis económica, el equilibrio entre regulación y censura se vuelve especialmente delicado.


Nicaragua: consolidación autoritaria



Quizás el caso más grave sea el de Nicaragua. El presidente Daniel Ortega, en el poder desde 2007, fue reelegido en 2021 para un cuarto mandato consecutivo en un proceso electoral sin garantías ni competencia real. La mayoría de los opositores relevantes estaban presos o inhabilitados, y el control sobre el Poder Judicial y la Asamblea Nacional es casi absoluto.


Organizaciones como Human Rights Watch han denunciado una represión sistemática, cierre de medios independientes y expulsión de universidades críticas. Nicaragua ya no es considerada una democracia plena por ningún observatorio internacional.


¿Crisis democrática o transformación autoritaria?



El debilitamiento de las democracias no ocurre de un día para otro. Por el contrario, suele avanzar bajo la apariencia de legalidad: medidas adoptadas por parlamentos, decretos firmados por presidentes electos, fallos emitidos por cortes oficiales. Lo que cambia no es la forma, sino el contenido democrático del poder.


Como advierte el politólogo argentino Andrés Malamud, “el principal riesgo para las democracias latinoamericanas no es un golpe de Estado, sino su vaciamiento desde adentro”.

La ciudadanía, desilusionada por décadas de promesas incumplidas, corrupción y desigualdad persistente, parece cada vez más dispuesta a tolerar líderes fuertes, aunque ello implique ceder libertades.


La democracia no se agota en las urnas. Exige respeto a la ley, separación de poderes, garantía de derechos y una prensa libre. Cuando los órganos judiciales legislan en contra de los principios constitucionales, o cuando los ejecutivos concentran poder a costa de las libertades, el riesgo no es solo político: es civilizatorio.

El futuro de la región dependerá no solo de sus líderes, sino también de la capacidad ciudadana de exigir transparencia, justicia e institucionalidad. Y sobre todo, de no resignarse ante la erosión lenta pero constante de las libertades.